sábado, 13 de junho de 2009

7º dia - Punta

Voltei.
Ontem, depois que saimos do ferry nao tivemos mais acesso a internet.
A Casapueblo é muito bonitinha, mas acho que foi a última vez que me hospedei por lá. Não tem infra-estrutura nenhuma. Nem coca-cola. Simplesmente não vendem coca-cola.O restaurante não abre na baixa temporada. A internet não funcionava, ou seja, muito bom pra bixo-grilo. Isolados do mundo civilizado. Bem coisa de artista mesmo. Pra mim, um verdadeiro martirio. Da proxima vez que eu quiser um hotel bonitinho em Punta fico no L´auberge.
Bom, deixe-me voltar a aventura...
Saimos do Ferry e tivemos que fazer aduana em Montevideo. Fila. Odeio fila. Perdemos mais de 30 minutos nessa brincadeira. Pediram os documentos, abri a top case e peguei a pasta com todos os documentos. Entreguei pra eles e olharam superficialmente, conferiram o meu nome e a minha foto e me liberaram. Não viram porra nenhuma. Eu podia estar trazendo uma bazuca que não conferiram. Só pra encher o saco.
Saimos dali e pegamos a estrada. Direto. Sem paradas. A gasolina dava pra chegar em Punta, são 110 km, então nem pensei muito... fomos direto a Punta.
Quase chegando em Punta, uns 20 km antes, fomos parados pela policia.
O cidadão vira pra mim e fala: documentos, seus e da moto. Porra, tudo de novo. Abri a top case, peguei tudo e entreguei pra ele o que ele pediu. Segurou os documentos e começou: "o senhor vinha ali na subida, onde aparecem os carros (me monstrando o ponto exato com o radar na mão) a 160km/h. Aqui tem uma escola e a velocidade aqui é 60km/h (detalhe: não tinha uma alma naquele lugar. Eramos nós e Deus)". Aí começou o blá-blá-bla... Por que a multa é 6900 pesos uruguaios. Vai dar uns 560-600 reais. E tem mais, vai ter que ir pagar lá na delegacia, uns 10km prá trás... o Sr. não vai querer ir lá, né?
Já vi tudo. Quanto isso vai me custar... perguntei. Conversa daqui, explica dali e o outro guardinha (tem sempre um bonzinho e um mauzinho) vira e diz: "eu, como superior dele, autorizo ele a negociar com o sr., o que vocês resolverem está resolvido". Dai o malzinho diz: "deixa o que a sua consciencia mandar". Saquei a carteira. Eu sabia que tinha uns 40 e poucos dolares ali. Peguei tudo e dei na mão dele, fazendo questão que ele visse que era tudo que eu tinha, pelo menos na carteira. E ele nos liberou. Voltamos a guardar tudo, pastinha na top case, recolocar as 3 luvas (um frio corno!), a Déa com o saquinho do free shop (é tinha um free shop no ferry e compramos mais coisas, não sei onde vai caber, mas vamos dar um jeito) e voltamos pra estrada. Chegamos logo a Casapueblo. Eram umas 13:45hs. Fizemos o check-in e nem tiramos as roupas, deixamos só as jaquetas da BMW no quarto e saimos com os casacos de frio. Passamos primeiro no museo da Vilaró pra Déa comprar um livro (é, mais coisas pra colocar nas malas, não sei onde...) e subimos na Lady com destino a Punta. Temos que almoçar, não comemos nada ainda. Entrei em Punta pela Mansa. Dia claro, céu azul e fui passeando. Cortei da Praia Mansa pra dentro e saí do lado do Punta Shopping (é o único shopping da cidade) e comecei o "tour de 5 dolares" (pra quem não sabe o que é: é aquele tour de porcaria que te vendem no hotel... curto, simples e que voce nao ve nada direito... hehehe). Pela principal via de acesso passei na frente do Punta Shopping, do restaurante "El Palanque" (boa comida), cortei pra dentro por uma ruazinha que não lembro o nome (nela ficam o Hotel Camelot - onde ficamos eu, Nelinho e Mario quando viemos pro encontro da BMW em 2007 - e o melhor restaurante de Punta, um francês que agora não lembro o nome) e saí por uma ruazinha a direita de volta a praia, dessa vez saimos na Brava. Estiquei até o L´Aubergue pra mostrar pra Déa. Ela amou o hotel. Quase se arrependeu de ter escolhido voltar pro Casapueblo. Saimos dali com direção a La Barra, passamos pela ponte torta, que parece um tobogã e fomos até o comerciozinho por lá. Mostrei as praias e o Mantra, o outro cassino grande num hotel em La Barra (onde foi o evento da BMW em 2007). De lá voltamos tudo pra chegar na Peninsula. Antes parei no El Palanque. Precisamos almoçar. Eram 15:20hs e ainda não tinhamos almoçado. Sentamos e pedimos um vinho: Don Pascual Roble 2007 - Tannat. Veio uma cestinha de pães com manteiga e o garçon perguintou o que queriamos, mas de pronto perguntou se não queriamos nada de entrada e ofereceu um chouriço. Aceitei. A Déa veio o tempo todo falando mal do tal chouriço e achei que era hora dela experimentar. Quando o chouriço chegou eu cortei dois pedaços e coloquei um no prato dela e disse: experimenta. Ela olhou meio com desdém e pegou um pedaço. Daí me olha e diz:Nooooooosssa...adorei...que delicia! Comeu tudo. hehehe... mais uma adepta. Pedimos Baby Beef com verduras e uma porção de fritas. Quando chegou era enorme, mas estavam deliciosos, comemos como indigentes. Não sobrou nada. Ao pedir a conta o garçon pergunta: -Vai pagar com Visa Itau no crédito? Pensei eu: não estão aceitando Visa Itau no crédito... nada...tinha desconto. 25% de desconto. Não acreditei. A Déa respondeu SIM!!! Vamos. Show. A conta que seria 1950 pesos (divide por 10 pra achar em Reais - R$ 195,00) saiu por 1500 pesos uruguaios com gorjeta e tudo.
Saimos e fomos ver a Peninsula.
Fomos até o farol na ponta dela e tiramos uma fotos. Quando acabamos eram 16:40hs. O sol meio querendo se pôr e saí em busca da loja da Reebook pra ver o tenis da Carol. Achei fácil, parei na porta, entrei e, pasmem, tinha. Um teniszinho lindinho, rosa, tamanho 30 - Brasil. Quanto? US$ 42,00. Comprei (é, mais coisa pra enfiar nas malas) e partimos de volta ao hotel.
Queriamos ver o por-do-sol da janela do quarto no Casapueblo. O sol se pondo estava lindo. Fizemos as imagens na camera de video enquanto iamos indo pro hotel e acelerei. Quando chegamos no hotel tinha uma nuvem, bem na frente quase na linha do horizonte. Lá se foi o momento lúdico da Déa pro saco. Não deu pra ver direito o sol sumir no horizonte. Meio no misto de decepcionada com conformada ela tirou umas fotos e fomos tomar banho.
Vamos descançar pra ir ao Conrad a noite.
Dormimos.
Acordei com a Déa andando pelo quarto. Que horas são? Perguntei. Ela disse 9 da noite. Quase pulei da cama e ela completou: estou morrendo de dor-de-cabeça.
Putz. Deu.
Lá se vai a noite do dia dos namorados, os planos de jantar e ir ao Conrad pro saco.
Ela tomou um Motrin e voltou pra cama.
Eu disse pra ela dormir e relaxar. Peguei o lap e comecei a escrever este relato. Estou acabando agora, são 22:40hs. Vou deixar gravado. Essa porra desse hotel não tem internet. Amanhã eu publico. Vou escolher as fotos. Fui...

Nenhum comentário:

Postar um comentário